SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

sábado, 5 de novembro de 2011

3.12: Em algum lugar da Infância

Ouve-se um forte estrondo...  e do meio do Nada, um feixe de luz  refulge  o cavalo fugidio...
―Sobe aqui!―ordena ele.
―Pra onde vamos? ―pergunta o jovem destemido, enquanto montava.
―Fazer uma visita a uma velha amiga.

Decolam.

Juntos vão galgando as montanhas, as nuvens, as estrelas e logo chegam a mundo da lua... Mas ela, não está mais lá... foi  ECLIPSADA.

Desce como um raio o cavalo  alado, ao lado  das fantasias de uma criança escondida que o fazia voar... aquela criança esquecida,  vez por outra aquecida, sob a pele de um jovem cavaleiro solitário na vida... ainda estava ali.

Agora, aterrissa em seu antigo quintal... aquele onde passou a maior parte de sua infância, lugar este ―onde desejara nunca ter saído.


—Por quê as coisas num podem ser do jeito que a gente quer?...Por quê?
Lastimáva-se... Como nos tempos de outrora.

3.11: Quem é Você?

Deu vontade de gritar!
Mas algo calou seu gritou ainda na garganta... era o olho que tudo vê...

Não mais era o sol, não mais era a lua, nem o olhar do animal que deixava sua alma nua... Era ele mesmo:
o olho que tudo vê...

"Você nunca esteve só... e sabe muito bem o que fazer"

―e o que fazer? ―indagou o Jovem  diante  da afirmação do olho que tudo vê.
―Você acha que saiu correndo até aqui, debaixo de sol e chuva, noite após noite sob o hálito da lua, se perdendo na mata, pra se achar numa fazenda e depois dela fugir?
―Você não sabe de nada!―gritou aquele Jovem.
―E você o que sabe?... Não sabe nem como se chama!

SILÊNCIO GERAL