Cega-se...
...e logo se desmancha ante a mancha do olhar embassado, distante e perdido daquele jovem menino...
...
Descalço, caminha lentamente para fora do quarto, enquanto o solo de seus passos descompassam a atenção dos moradores da casa.
Todos vieram ver o que ele via, diante da parede da sala fria, onde lá no alto, se exibia cabeças embalsamadas de bichos-do-mato.
Olhos... eram apenas olhos naqueles bichos... o Olhar, já não estava mais com eles... lhes fora roubado.
Eram olhos... apenas olhos e nada mais...
Assim como tantos outros olhos no mundo, de pessoas vivas, mas igualmente sem vida ―Embalsamam-se no tempo e no espaço.
