SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PARTE 3.7: Corações Corajosos

―Ora, não faça essa cara de espanto!... Para quem já conversou com árvore e viajou pela lua, o que há de diferente agora?
―É que eu não esperava...
―Não esperava o quê?... que eu falasse?... Ninguém esperava também que você perdesse a fala por um bom tempo... Ninguém esperava que você fugisse de casa, e nem que você que manifestasse um comportamento animal.
―E como você soube de tudo disso?
―Sei mais de você, do que pode imaginar.
―Eu não posso imaginar, como alguém que sabe tanto, não soube, sequer, fugir...
―Por que a minha prisão não são as cercas desta fazenda, nem as paredes deste curral... a minha prisão não tem portas, nem ferrolhos e nem fechadura...O QUE ME PRENDE É O MEU CORAÇÃO

PARTE 3.6: Prisioneiro de SI mesmo

À tardezinha, enquanto os animais capturados eram aos poucos trazidos de volta à fazenda pelos empregados de seu pai, o jovem libertador ouvia de longe um relinchar ao fundo de seu quarto... parecia que chamava seu nome...
Pulando a janela num único salto, em outro, já estava diante da cocheira de onde vinha aquele "chamado".
Para a supresa do jovenzinho, um dos cavalos não tinha fugido com os outros animais... "Mas a porta estava aberta, o que foi que aconteceu?" Dizia para si mesmo... e enquanto se perguntava repetidas vezes, o mesmo relincho veio a responder as suas questões:
algumas porteiras, embora estejam abertas, não são capazes de libertar um coração prisioneiro de SI mesmo... (por mais animalesco que ele seja).


PARTE 3.6: Uma jaula aberta

Você já se sentiu preso diante de uma porta aberta, mas sem poder sair???
Mas o que te prendia?...Ou o que te prende?
Por que diante das possibilidades que surgem e ressurgem, você se esquiva ou foge?... O que te paralisa?...Ou o que te consome?...
E o dia de ontem, como foi?

Ele sempre estivera embusca do seu  sol... à sombra de SI mesmo...
E como um bicho do mato, estivera sempre de jaula aberta para ir onde quisesse... Mas nunca soube  ir mais além do que já fora...

Mas agora, talvez... ele tenha ido longe demais... soltou todas as feras aprisionadas da fazenda , e despertou a fera de seu pai, que como um leão feroz, rugia cada vez mais alto, a um milímetro de distância da face de seu filho rebelde e libertador.

O jovem rapaz, jamais tinha visto tamanho furor... era olhos em brasa que encarava os seus... pareciam dois sóis vermelhos em miniatura, quase caindo de sua órbita... O olhar do jovem, eclipsaram-se... e este se retirou para o quarto escuro... Enfim se deu conta do SOL que sempre buscou por toda a vida.