Agora, ele de fato é um jovem rapaz, de corpo, alma e coração... e o seu coração sentia a tristeza aprisionada nos restos mortais daqueles que ornavam a sala de troféis. Talvez, fosse apenas assim que aqueles animais eram vistos, quando vivos e livres na relva.. antes de caçadores os aprisionarem na morte.
Mas seus olhos eram seus, e não eram troféis... ninguém podia fechá-los ante a realidade animalesca que abatia os seres indefesos da selva.
Abrem-se as porteiras, e cavalos, bois, búfalos, porcos, patos e galinhas são libertados nessa "primeira remessa", para o desespero do dono daquela fazenda ―o senhor seu Pai... Mas sentir a liberdade estampada nos olhos vivos daqueles animais semi-mortos: lhe devolvia a paz que por muito tempo lhe fora confiscada.
PAZ... o seu maior trofél!
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