SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

domingo, 2 de outubro de 2011

PARTE 3.5: O maior troféu

Agora, ele de fato é um jovem rapaz, de corpo, alma e coração... e o seu coração sentia a tristeza aprisionada nos restos mortais daqueles que ornavam a sala de troféis. Talvez, fosse  apenas assim que  aqueles animais eram vistos, quando vivos e livres na relva.. antes de caçadores os aprisionarem na morte.
Mas seus olhos eram seus, e não eram troféis... ninguém podia fechá-los ante a realidade animalesca  que abatia os seres indefesos da selva.

Abrem-se  as porteiras, e cavalos, bois, búfalos, porcos, patos e galinhas são libertados nessa "primeira remessa", para o desespero do dono daquela fazenda ―o senhor seu Pai... Mas sentir a liberdade estampada nos olhos vivos daqueles animais semi-mortos: lhe devolvia a paz que por muito tempo lhe fora confiscada.
PAZ... o seu maior trofél!

PARTE 3.4: A cavalgada

Haviam olhos sem vida, naquela casa... e aquele jovem menino, percebeu que  os olhos sem vida, não eram os seus...
Os olhos do rapazinho tinha vida, muita vida, embora essa vida se confundisse com a morte... ela sempre fora sua companheira (in)desejavel... estava em todo lugar... e agora encontrava-se diante dele, embalsamada.

No alto daquela obsorção, um piscar de olhos empalhado, é lançado para aquele rapazinho. Os olhos de um daqueles animais, cavalga só para ele... desce em sua direção, e ele pode senti-los. Foi então, nesse momento, que aquele jovem rapaz, entendeu que enquanto se portava como menino, nunca poderia estar à altura do olhar do Outro. Foi aí que passou perceber o que antes não via... foi então que passou a ouvir o que não entendia... foi nesse momento que pôde estar frente à frente com a sua verdade... e estar de frente com a própria verdade é algo que pode ser adiado  e prolongado, assim como a decisão de ver-se como um menino.