SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

PARTE 2.12: No rastro do Sol

Todos os dias o mesmo percurso,
o mesmo caminho
e o mesmo trajeto
―tem jeito?

E lá vai ele outra vez, e novamente e de novo...
Seguindo os mesmos compassos confusos,
os mesmos vestígios vazios, e as  mesmas pegadas faltosas, como aquelas deixadas pelo rastro do sol.

E assim vai crescendo aquele menino... 
Cuja infância esvaía em cada pôr do sol...

PARTE 2.11: O pôr do sol

Vê-se uma árvore despontando-se  em meio ao verde...

Ouve-se uma voz retumbante à luz do sol...

―Por quê tanta pressa?
 

O menino freia imadiatamente, buscando um cabresto que nunca lhe fora possível... 
Pára, olha para o alto, bem no  alto...  
e eis que as folhas se moviam como quem lhe queria convidar para uma rica subida no tronco enigmático daquela árvore. 
Sobe.  
E com poucas manobras já atingira o topo, as folhas, a luz. 
De lá, acompanha o percurso do sol, que "a esta altura já se encontrava  no alto".

Contempla... e banha-se com os raios do astro rei, que parece iluminar o seu caminho de volta...

Ele nunca conseguiria alcançá-lo à bom tempo... Mas seu destino, era seu tormento, e também o seu sustento... que a qualquer momento parecia tornar-se seu  "pôr-do-sol".

PARTE 2.10: A mata

Nasceu o dia... e com ele ressurgiu o desejo e  a fantasia daquele que queria a todo custo saber :
"onde  nasce o dia?" ...
"onde ele mora?"...
"como se faz 'apare-cer'?"
Eis o que move sua vida...
Eis  sua razão de viver...

E lá vai o menino-bicho,
galgando a todo vapor, 
seus  mais íntimos obstáculos, 
ao som de suas próprias patas ...

Nada impede aquele menino,
Nada o segura e,
Nada o empata...

E lá vai ele... voraz,
cortando o horizonte,
e desbravando a mata...

"...daquilo que o mata..."