SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

domingo, 10 de julho de 2011

Capitulo 18: O jardineiro

Ela sempre esteve lá: ―enraizada...
Talvez o quisesse lá também...enraizado, como toda "mãe-árvore"...
Talvez  ela o desejasse ali,  por vários anos  naquele mesmo lugar de sempre... Assim  menino algum  iria para longe...

Talvez, ali com ela, nunca enfrentaria  as tempestades que enfrentava.
Agora, por motivos "da natureza", ali estava ele de volta:
―O MENINO e a  ÁRVORE
A sua antiga e velha amiga árvore de sempre e de todas as horas...

Agora esperava apenas  a chuva passar...e o tempo abrir...

No momento estava seguro...
Sua estrela o protegia
Mas não da chuva...pois ainda chovia, mas de lugares escuros
 e desconhecidos...

O garoto esquecido, por sua vez, não  pensava... 
...ele apenas buscava:
―descobrir, avançar...

E enquanto estivesse ali,
continuaria ali...
―enraizado sob o mesmo solo infértil

Ancorado infrutífero, 
sem respostas ...
Sem respostas brotadas...

Apenas cotado,  coitado,
cortado e podado
pelos jardineiros da vida...

Capitulo 17: os frutos da vida

Ele anda, caminha, e tropeça...
ele tropeça, caminha e cai...
Os pés  estão escorregando,
e a chuva nervosa ainda cai

Troveja!
Troveja!
Veja como ele vê:
Embaçado e embaraçado ―é o seu andar...

Mas assim, nos passos que caminha,
consegue voltar ao rumo que  mantinha
seguindo... seguindo à sina que assina em seu caminho...

Assim chega ao seu quintal
O quintal de sempre
O quintal da árvore:
―a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Conhecimento este que ele não tem... ainda não tem
Mas que a própria árvore da vida, está tratando de dar-lhe seus preciosos frutos: 
doces e amargos!

Capitulo 16: UMA ESTRELA GUIA

Uma estrela, brilha, la no alto
Onde quase não se pode ver
É a guia do menino
É a guia do seu ser.

Chove muito
É uma  longa espera na estiagem do menino.
A árvore lhe faz  abrigo
A solidão se faz destino

O menino anda,
e dá voltas
dá em torno de si mesmo
Vai seguindo a estrela guia
que o conduz ao fim do túneo

ele anda...
e continua...
vai embusca de si mesmo:
―o sol já não existe
―e a lua o deixa eclipsado.