SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

domingo, 24 de julho de 2011

parte 2.4

Um caçador que por ali passava,
avistou um corpo magro, maltratado pela forme:
caído e desprotegido sob o tronco....

Aproximou-se,
Verificou se aquele corpo ainda respirava
e constatou que o fôlego daquele menino
já estava quase dizendo adeus ao mundo.

Com cuidado, colocou suas mãos por baixo dos ombros do menino,
e aos poucos o foi  arrastando  para fora do tronco.

Derramou um pouco d'água em seu rosto, no intuito de o despertar.
O menino piscou os olhos... e a água que escorria pela boca, agora  aguava a sua garganta seca .

Ele foi recobrando a consciência e tomando mais água por conta própria e ávidamente... era muita sede... Como informar quanto de tempo sem pão, sem conforto, e sem água?
―Quer uma fruta? ―perguntou o caçador.
O menino não respondeu com palavras, porém, não pensou duas vezes e já estava devorando a sacola que o caçador trazia nas costas cheia de frutas tropicais.
Tudo era observado com espanto... parecia que se assistia ao vivo, um bicho-do-mato, daqueles que só se via pelaTV.
―Você entende o que eu falo? ―quis saber, o xaçador. Porém, nada recebeu como resposta... Então, insistiu em mais uma pergunta:
―você tem casa? [silêncio... ouvia-se apenas, o mastigado das frutas]
―tem pais? [silêncio e o mastigado das frutas]
―tem mãe? A esta pergunta a reação foi imediata: o menino pulou para traz, e desapareceu no meio da selva.

Concluiu-se ali, naquele momento que:
―Pode não se entender a linguagem dos homens e dos anjos, porém:
"Há palavras que são universais... e seus significados podem ser os mais  diversos" (Anderson Gomes)


parte : 2.3

A fome bate à porta...
e não há nada para comer...
O menino continua deitado
continua sentindo as marcas deixadas pelo machado
na árvore da sua vida

Ainda não entendiam o que era a árvore para ele
Ou o que ela representava...
 Não é à tôa que ele está ali
Não foi à tôa que chegou até lá
―ela o chamava... e ele ouvia o seu chamado...

"Há coisas na vida que só se escuta com o CORAÇÃO..." (Anderson Gomes)





parte2.2

Em algum lugar da floresta
Em algum lugar da relva
Resta um tronco esquecido pelos lenhadores

E junto a ele, deitado
E quase desprotegido:
Está um menino... 
Um menino perdido...

...Era o menino da árvore
Que ali dormia ao som dos insetos
e sob as picadas de alguns parasitas...
As únicas visitas que podia receber

Como ele sobreviveu até ali: Ninguém sabe.
Como  ninguém sabe também, se ele sobrevive ali...
Sabe-se porém que o SER HUMANO é um ser adaptável
E  desconhece muito de suas potencialidades...
e as potencialidades daquele menino: estavam prestes a eclodir...