Um caçador que por ali passava,
avistou um corpo magro, maltratado pela forme:
caído e desprotegido sob o tronco....
Aproximou-se,
Verificou se aquele corpo ainda respirava
e constatou que o fôlego daquele menino
já estava quase dizendo adeus ao mundo.
Com cuidado, colocou suas mãos por baixo dos ombros do menino,
e aos poucos o foi arrastando para fora do tronco.
Derramou um pouco d'água em seu rosto, no intuito de o despertar.
O menino piscou os olhos... e a água que escorria pela boca, agora aguava a sua garganta seca .
Ele foi recobrando a consciência e tomando mais água por conta própria e ávidamente... era muita sede... Como informar quanto de tempo sem pão, sem conforto, e sem água?
―Quer uma fruta? ―perguntou o caçador.
O menino não respondeu com palavras, porém, não pensou duas vezes e já estava devorando a sacola que o caçador trazia nas costas cheia de frutas tropicais.
Tudo era observado com espanto... parecia que se assistia ao vivo, um bicho-do-mato, daqueles que só se via pelaTV.
―Você entende o que eu falo? ―quis saber, o xaçador. Porém, nada recebeu como resposta... Então, insistiu em mais uma pergunta:
―você tem casa? [silêncio... ouvia-se apenas, o mastigado das frutas]
―tem pais? [silêncio e o mastigado das frutas]
―tem mãe? A esta pergunta a reação foi imediata: o menino pulou para traz, e desapareceu no meio da selva.
―tem pais? [silêncio e o mastigado das frutas]
―tem mãe? A esta pergunta a reação foi imediata: o menino pulou para traz, e desapareceu no meio da selva.
Concluiu-se ali, naquele momento que:
―Pode não se entender a linguagem dos homens e dos anjos, porém:
"Há palavras que são universais... e seus significados podem ser os mais diversos" (Anderson Gomes)