Deu vontade de gritar!
Mas algo calou seu gritou ainda na garganta... era o olho que tudo vê...
Não mais era o sol, não mais era a lua, nem o olhar do animal que deixava sua alma nua... Era ele mesmo:
o olho que tudo vê...
"Você nunca esteve só... e sabe muito bem o que fazer"
―e o que fazer? ―indagou o Jovem diante da afirmação do olho que tudo vê.
―Você acha que saiu correndo até aqui, debaixo de sol e chuva, noite após noite sob o hálito da lua, se perdendo na mata, pra se achar numa fazenda e depois dela fugir?
―Você não sabe de nada!―gritou aquele Jovem.
―E você o que sabe?... Não sabe nem como se chama!
SILÊNCIO GERAL

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