SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PARTE: 3: o limite do H-orizonte

Ele acordou de manhã, 
sentou-se em sua mais nova cama... 
Quarto arrumado...
aroma do campo.

Havia um prato coberto sobre uma pequena mesa, perto da porta. Nele estava sua comida predileta, que seu pai mandou fazer.
Ao perceber o movimento no quarto, tratou-se de dar-lhe as boas vindas:
—Bom dia meu rapaz?

O jovem menino levantou sua vista vagarosamente em direção aquela face, e estranhamente pairou uma neblina de dúvida no ar, porém nada respondeu.
—Seja muito bem vindo, esta casa também é sua, e tudo que vês por esta janela (abre a janela) também é seu!

A luz do dia que entrava pela janela naquela manhã, parecia que inundava sua alma, como se fosse aquele: SEU PRIMEIRO AMANHECER.
O jovem menino se aproxima da janela, senta-se nela, contemplando o horizonte ensolarado, como aqueles, que ainda trazia na lembrança.

Continuando aquele discurso matinal, o pai lhe disse:
—Aqui você estará seguro... Você é livre para fazer o que quiser, Massss... nunca atravesse aquela cerca (aponta)... São terras inimigas...

Dito isso, retirou-se para suas caçadas, rotineiras.
O Jovem menino, continuou ali, na janela, imóvel... tentando abranger com seu olhar,  o limite do horizonte, até onde lhe era possível....

... E, NESTE MOMENTO, UM NOVO HORIZONTE, COMEÇOU A DESENHAR-SE  EM SUA 
 VIDA.

parte 2.15: Achados & Perdidos

 —Não se preocupe que agora ele já está bem...
—oh meu Deus, eu já não sei mais o que fazer com o meu filho...
—Nosso filho você quer dizer... Aliás já estou cansado de ficar repetindo sempre a mesma coisa... Além do que, acho melhor ele ficar por aqui mesmo, passando uns tempos aqui na fazenda... Aqui tem sempre um funcionário meu olhando ele... Aqui ele num se perde não... Né de mato que ele gosta? aqui tem mato, tem mata, tem bicho... faz ele se sentir em casa...
—Você tá quendo tomar ele de mim, isso sim!
—Tomar ele de você?... eu nem me daria a esse trabalho... Pois eu sabia que você mesma iria perde-lo mais cedo ou mais tarde, assim como me perdeu... Aliás, eu mesmo nem sei como consegui passar tanto tempo convivendo com você debaixo do mesmo teto... Mas quem te agüenta?
—Eu te perdi? e desde quando eu ganhei alguma coisa com você?... você  não é flor que se cheire! Quem não te conhece que te compre! Você sempre foi um pai ausente, mesmo quando presente, dentro de casa... Que atenção você dava a ele?... agora quer bancar o paizão?... Quer aliviar as suas culpas?... O que você está fazendo não é mais do que a sua obrigação!...
—Olhe aqui, eu tenho mais o que fazer! Só liguei pra dizer que já encontrei o menino, e que você não precisa mais ficar procurando ele nas ruas, debaixo das pontes, ou no Instituto Médico Legal... Já está aqui em casa, são e salvo... Encontrei ele debaixo de uma árvore todo arranhado, parecia ter levado uma queda e ficou delirando... Num falava coisa com coisa... era céu, era sol, era lua... Não entendi nada... A pancada deve ter sido forte, na cabeça dele... É melhor ele passar uns tempos aqui se recuperando, já mandei chamar um médico, não se preocupe... Qualquer coisa eu te  ligo novamente... Tchau.