Haviam olhos sem vida, naquela casa... e aquele jovem menino, percebeu que os olhos sem vida, não eram os seus...
Os olhos do rapazinho tinha vida, muita vida, embora essa vida se confundisse com a morte... ela sempre fora sua companheira (in)desejavel... estava em todo lugar... e agora encontrava-se diante dele, embalsamada.
No alto daquela obsorção, um piscar de olhos empalhado, é lançado para aquele rapazinho. Os olhos de um daqueles animais, cavalga só para ele... desce em sua direção, e ele pode senti-los. Foi então, nesse momento, que aquele jovem rapaz, entendeu que enquanto se portava como menino, nunca poderia estar à altura do olhar do Outro. Foi aí que passou perceber o que antes não via... foi então que passou a ouvir o que não entendia... foi nesse momento que pôde estar frente à frente com a sua verdade... e estar de frente com a própria verdade é algo que pode ser adiado e prolongado, assim como a decisão de ver-se como um menino.
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