SEJAM BEM VINDOS!

Este livro, que aos pouco está sendo escrito, é dedicado especialmente a bailarina Layanna Monique ― sinônimo de talento, perseverança e ternura.

domingo, 6 de novembro de 2011

3.13: O vazio da alma

        A janela estava do mesmo jeito... aberta.
A mesa estava no mesmo lugar, quebrada.
A porta havia  sido arrombada, percebia-se...
Mas a casa estava abandonada, fria e assustada, como aquele jovem também estava.

      Seu quarto vazio, atapetado com cocôs de rato, ainda guardava pra ele  os rabiscos de  sua infância.
      Ainda estavam lá desenhados: o sol, o monte, a montanha... e a sua velha amiga árvore ―a babá.
Dela, somente restara um buraco, cujo entulho agora, procurava tampá-lo.

      Do lado de fora, aquele vazio... no meio do Nada.
Naquele quintal:  um barrio cheio de ar...
Mais adiante, o "jovem menino" avistava aquele buraco... cuja lacuna  apontava para um outra ainda MAIOR... 
―O vazio da alma.

     


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