Sopra o vento...
e com ele o cinza das nuvens que traz.
Não há mais sol,
Não há mais luz nesse momento nos olhos de quem queria alcança-la.
Calado,
contempla os prenúncios de um céu nublado,
triste... pelo resto do dia.
Chove.
E aquelas gotas que caem em seu rosto
nem sequer refresca a alma
nem sequer refresca a alma
de quem racha por amor
Troveja...
e a voz do trovão ecoa nitidamente no coração do menino
Parece que ele entende o idioma dos céus;
Já esteve com a lua
e agora com a chuva
escuta o grave do lhe que diz o trovão:
"Tua mãe te proCura!"
―Me procura? Me procura pra quê?... Ela me bate, ela me surra, e às vezes penso que me atura, só porque sou filho dela... e sou?
"Ela te pro-Cura"
―Cura? que cura?... eu não preciso de cura, se ela mesma é a minha dor...
"ela te ama!"
―ama?... e o que é amar?...eu só sei o que recl-amar, recl-amar, recl-amar...
―Há tantas outras formas de amar...―sussurra o vento.
―e isso é amar?―indaga o menino.
―Há quem diga que toda forma de amor vale à pena...―chia a chuva.
―então, já estou pagando à pena...―responde o garoto em meio a tormenta...
"Prefiro ser filho do vento, à pro-Cura do sol. "
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